26 de abr de 2007

Clínica de Medicina Nuclear





Pavimento Térreo

01. Sala de espera de pacientes; 02. Recepção; 03. WC feminino; 04. WC masculino; 05. Copa; 06. Lixo comum e hospitalar ; 07. Área de serviço; 08. Almoxarifado; 09. WC de funcionários; 10. Guarda de cadeiras e macas;11. Sala de exames - densitometria; 12. Consultório Médico; 13. Sala de exames – ergometria; 14. Laboratório de manipulação e estoque de fontes em uso; 15. Box para coleta de material; 16. Sala de pacientes injetados; 17. Sala de exames de medicina nuclear (gama-câmara); 18. Chuveiro / lava-olhos; 19. Comando / Laudos; 20. Sala de administração de radiofármacos; 21. WC injetados masculino; 22. WC injetados feminino; 23. Sala de exames de medicina nuclear (gama-câmara); 24. Sala de decaimento (rejeitos); 25. Vestiário para pacientes feminino; 26. Vestiário para pacientes masculino; 27. Espera / decaimento dos pacientes; 28. Armário (rouparia descartáveis)



Pavimento Superior
01. WC; 02. Conforto médico; 03. Conforto médico; 04. Administração



Coberta

Corte Longitudinal

Corte Transversal

Em virtude da crescente procura pelos serviços ofertados, a Diagnóstica percebeu a necessidade de ampliar suas instalações físicas para melhor acomodar o público excedente e instalar novos equipamentos para suprir esta demanda. Com a decisão de ampliar suas instalações, criou-se a oportunidade de rever sua organização espacial e ordenar os fluxos de público, pacientes, funcionários e serviço. .

A proposta arquitetônica para a ampliação e reforma da Clínica Diagnóstica, especializada em medicina nuclear, foi ancorada num zoneamento estratégico que permitisse uma adequada distribuição das atividades funcionais deste EAS, evitando-se o contato do público em geral com pacientes e setores sujeitos à radiação. Por outro lado, objetivamos desenvolver um ambiente humanizado que propiciasse um conforto físico e emocional aos seus usuários.
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A expansão da edificação onde está instalada a clínica viabilizou-se através da aquisição de um terreno contíguo à porção lateral oeste do lote atual, já que o mesmo se encontrava no limite máximo da sua taxa de ocupação.
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Optamos por uma implantação em “L” no novo lote. Prolongamos linearmente o setor de radioterapia, apoio e serviço, que se encontravam mais ao fundo. Perpendicularmente ao mesmo lançamos a área social, determinada pela recepção e espera de pacientes. A interseção entre ambas se dá através de um espaço de transição definido pelo volume dos banheiros públicos. A região mais “crítica” do edifício; onde ocorre desde o processo de manipulação dos radiofármacos, a realização dos exames especializados em medicina nuclear e o decaimento da radiação; ficou restrita as imediações das antigas instalações. Este isolamento vai gradativamente diminuindo em direção ao consultório médico, área de macas e cadeiras, apoio de funcionários e serviço, ou seja, na medida em que o risco de contaminação decresce. Neste trecho se dá a conexão com a área de transição, anteriormente citada, onde ocorre a triagem entre o público externo e o interno.
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A sala de estar da clínica foi posicionada logo a entrada social que é guarnecida por uma proeminente marquise, a qual se projeta sobre uma rampa detalhada de acordo com as exigências da NBR 9050:2004. Este espaço, planejado para abrigar cerca de sessenta e dois pacientes e acompanhantes, foi deslocado para a o limite possível da extremidade oeste permitindo a inserção do pátio de estacionamento na lateral leste e conferindo máxima visibilidade do edifício ao transeunte que trafega na Avenida Camilo de Holanda. O recuo lateral mínimo permitido foi suficiente para deinir o fluxo de serviço necessário à remoção de rejeitos e ao abastecimento da EAS.
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O partido arquitetônico adotado remete a uma “dobradura” que surge como um abrigo ao clima tórrido da região nordeste e se abre para a paisagem urbana, não antes sem receber a proteção de delgadas marquises sobre as esquadrias. A empena lateral se eleva discretamente do piso perpassada por pilares metálicos com acabamento em pintura automotiva na cor branca. A marquise em cor vermelha delineia marcadamente o acesso social contrapondo-se às cores suaves, branco e amarelo suave, predominantes na composição volumétrica.
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Um painel artístico em cerâmica amarela atravessa todo o espaço do salão de espera, projetando-se além da fachada, um diálogo entre o espaço público e privado que evoca as tradições da azulejaria portuguesa recorrentes nos nossos exemplares arquitetônicos modernistas e particularmente nas obras de Delfim Amorim, Rino Levi e Oscar Niemeyer.
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No bloco em que são realizados procedimentos com radiofármacos não foram feitas aberturas diretas para a fachada, ficando o acabamento externo em porcelanato rústico no tom amarelado das pedras da nossa região. Neste local posteriormente será afixado a logomarca da Clínica Diagnóstica.


Ficha Técnica:

Arquiteto: Oliveira Júnior
Colaborador: Ricardo Vidal
Modelagem 3D: Thiago Leite
Renderização 3D: Demetrius César
Maquete branca: Michel Amorim
Projeto: 2007

2 comentários:

  1. porque nada provem do nada
    http://www.flickr.com/photos/andrea_fregnani/131096994/

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  2. Pensei mas nos projetos do Lelé pra Rede Sarah
    http://bp2.blogger.com/_a_7TuZvOqyw/SCt8hX2UWrI/AAAAAAAABYM/eHP5k9RMr_o/s1600-h/SARAH_RIO.jpg

    Mas também tenho muito interesse nas obras do Niemeyer, Siza, Barragan e Foster como referências projetuais.

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